www.flickr.com
This is a Flickr badge showing public photos from ccarriconde. Make your own badge here.

Comments:  

Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2005


Lembrei que faltava meia hora para os meus pais completarem 42 anos de casados.
Resolvi telefonar e gastei o tempo até a meia-noite falando mal do preço do dentista.
Falei com a mãe, com a minha avó e até com o meu pai, que raramente fala. Este talento, foi a única coisa, que não herdei dele. Estava animado. Tinha encontrado com o Fernando.
Pediu 5 real para o presente da Augusta.
Vou traduzir!
Fernando é um maluquinho que está sempre na praça que fica na frente da casa dos meus pais e Augusta, é a namorada dele. Sei tudo isso, porque perguntei.
O pai já conhecia o cara há uns 7 anos e não sabia o nome. Fernando não sabia exatamente onde o pai morava. Fiz o favor de tirar todas estas dúvidas e ainda descobri a Augusta.
O pai ficou furioso, mas no fundo sei que gostou. Fenando é amigo dele e vive deixando calendários de presente para o seu Neco na recepção do edifício. O pai é hipocondriaco e as tais "folhinhas", são de uma funerária. Outro dia até ligou para contar que tinha ganho uma diferente - das Lojas Marisa!
Viu como nao custa nada ser social?
Tenho ainda de explicar que Fernando tem uma deficiência mental. Tem mania por datas. Quando ele desaparece o pai já sabe que na próxima importante, volta pra pedir dinheiro. Tem que ir ao jogo do Brasil, comprar algum presente, comer churrasquinho na semana da pátria, fazer um lanche na Feira do Livro... Sempre chega contando a novidade: -Dia 25 é Natal! Dá 5 real para o meu presente?
Por isso ele tem mania pelos calendários e no Natal passado, até eu ganhei um.
Hoje o pai contou que ele pediu os 5 real para o presente de aniversário da Augusta.
Eu e o Neco temos outros amigos em comum.
Uma família que ele adotou. Uma senhora que ele não simpatiza muito e seus 5 últimos filhos.Os outros só sabemos o nome.Tudo começou com Maicon. Não lembro o ano .
Eu adoro a Luana. Todos os sábados o pai vai ao supermercado e faz compras. Dá para a mulher que não sabia o nome. Em julho deste ano, estive lá e perguntei. Descobri que é Neca. Chorei de rir pela coincidência. Quem contou foi a Luana no dia em que fomos almoçar juntas. Não simpatizo com a tal Neca. Pra meu gosto, tem filho sobrando pra pedir esmola por ela, mas as crianças nao têm culpa.
Da Luana não tenho foto, mas do Maicon e do Marcelo, tenho varias aqui no HD.
Só vejo meu pai feliz e tagarela, quando o assunto envolve essa nossa turma.
Deu meia noite e dei os parabéns para o casal, até porque o casamento há 42 anos, justifica a minha existência.

10/12/2003


Isso faz parte de uma crônica enorme que escrevi no ano passado. Não cheguei a publicar. Acho que esse trecho, dá uma boa idéia de como é meu pai. Não pensem que é assistencialismo barato. Botou na escola. Conseguiu que a mãe deles não tivesse mais nenhuma criança esmolando no frio.
Não pedem nenhum absurdo e nem dinheiro. Algumas vezes é um passeio de carro. Luana manda recados. Fez um pedido. Quer que eu volte e leve um esmalte colorido para pintar as unhas dela. Vou ter de providenciar. Não uso. É isso que querem. Brincar!

Eu não tive filhos e nem minha irmã, mas morremos de orgulho quando escutamos qualquer um deles chamar nosso pai de vô.



Quando o Maicon souber que apareceu na Internet, vai ficar na maior felicidade. Uma vez quis aparecer na TV. Pedi ao pai que tirasse fotos. Mandou pelo correio normal e logo dei um jeito de botar o menino na telinha. Ganhou até o Plim-Plim! Foi uma das primeiras montagens que fiz. Acho que foi em 99. Essa foto tem quase 4 anos. Fiz lá casa do pai. Alguém duvida que ele estava feliz?

Há tres semanas o pai dele morreu. O meu ajudou no tratamento e sei que vai olhar por eles enquanto puder. Nada vai deixar o seu Neco, que está longe das duas filhas, mais feliz do que saber que o Maicon hoje está aqui.

Comments:

Rio de Janeiro, 10 de agosto de 2003




Quase botei fogo na casa pra fazer esta foto :-))

Não quero deixar o blog estacionado, mas não ando muito animada e nem
inpirada para escrever. Vou levando. Isso não quer dizer que amanhã não tenha alguma coisa nova. Tenho lido muito, procurado visitar os amigos e as pessoas novas que têm escrito e comentado. Eu me incomodo por deixar dias e dias sem atualização, mas não posso forçar a barra. Tem a ver com a bursite, mas não é só isso. É um ano difícil.

Não quero que pensem que troquei o blog pelo fotolog. É muito mais fácil fazer uma imagem ( para mim ). Já falei que sempre trabalhei com elas. Nunca fui fotógrafa, mas dirigir comerciais, tem muito a ver. O que está lá, não levou muito tempo pra ser feito. Quem trabalhou em um centro pequeno, tem de encontrar soluções rápidas e baratas. Tenho uma certa experiência nisso.

Não piorei. Melhorei um pouco, mas é um processo lento. Normal.
Ossos do ofício e do vício.

Esse blog volta com a programação, que nunca foi normal, há qualquer momento.



Agora vou me divertir um pouco.
Vou me hospedar num hotel magnífico. Já fui sócia do pedaço, mas agora sou hóspede com muito orgulho. Tenho até uma suíte colorida. Lembram da expressão
amizade-colorida? Quem quiser, que venha comigo.
Tô convidando. Não vou repetir. Vai ser uma experiência inesquecível.
Vaucher aqui ;-)


* Tinha colocado um texto antes, mas não estava satisfeita e removi. Peço desculpas aos que já passaram aqui.


Botei o texto outra vez. Se não fizesse, acho que nunca mais ia escrever. Estou cansada de
algumas cobranças. Não tenho obrigação nenhuma de acertar sempre ou de ser genial.
Nunca disse que queria ser escritora. Se isso foi o que publiquei hoje, aqui deve ficar. Prefiro ser criticada.


 
Clica para ouvir a canção do filme interpretada por Judy Garland

Cansei desse teu mundo que nem conheci.
Vai Olavo,
deixa-me aqui
com meus passos curtos.
Minha prosa não te alcança.
Não importa que a minha vida cause estranheza.
Mesmo que eu consiga ver isso de fora
e projete na tela de um cinema.
Vire espectadora de mim.
Que roube o script.
Mesmo que pavimente a minha estrada com tijolos amarelos.
Que ande em busca dos desejos do Leão, do Espantalho e do Homem-De-Lata.
Vou sozinha.
Meu caminho é outro.
Não tenho uma vida encantada.
Teu rumo é OZ.
Venho de uma cidade pequena.
Acostumada aos tons gris.
Quando chove e isso é constante,
o céu fica igual ao do filme.
Foi por isso que não me assustei.
E tantas foram as bruxas-más que sobrevoaram a minha cabeça,
que aprendi a não ter medo.
Conheço bem as minhas esquinas e entre elas tem uma que venta tão forte,
que um dia achei que ia voar junto.
Um vôo raso,
que logo me aterrissaria no mesmo ponto do mapa.
Percorri ruas planas.
Paralelas que se fechavam no infinito.

Olavo, lembras do final?
Quem sabe enquanto vives nesse mundo mágico,
no meu retorno
a minha aldeia,
me encontre.
Sei que te surpreendo sendo crua.


Dorothy



Comments:

Rio de Janeiro, 5 de agosto de 2003




Quando o moço do campo chegar,
desperta a Deusa Gaia
que habita meu corpo.
Eu consumida pela ignorância,
espero por esse dia.
Por suas hábeis mãos,
que vão plantar sementes
na aridez que me extingue.
Vai cavar fundo.
Capinar a indigência dos meus pensamentos.
Remover as ervas daninhas,
que já se avistam na altura do meu pescoço.
Do poço que julgo seco,
vai apontar um filete de água
que não avistei.
Logo vira um rio caudaloso.
Capaz de romper a represa,
que minha alma
sem perceber construiu.


Quando o moço do campo se for,
leva com ele o gosto do beijo-jasmim,
que colheu na minha boca.

Alexander Schmidt  - Zwei I



Bom final de semana! Pra quem quer navegar por outras praias, inventei o mar no meu fotolog.


"Nunca fui seduzida pelas vantagens da Internet. Gosto de pesquisar em enciclopédias, consulto meu velho dicionário de 1274 páginas com muita rapidez e usava o computador apenas como máquina de escrever. Entrei na Internet há três anos com objetivos definidos - ter acesso a e-mails e descobrir o que eram as esquisitas "relações virtuais", queria escrever um livro sobre elas ..."

Adoro tudo o que a Maria Helena Nóvoa, escreve. Voa prae leia toda crônica.

Comments:

Rio de Janeiro, 1, 2 e 3 de agosto de 2003




Cora e os filhos - Bia e Paulinho. Cora e os pais na sala do apartamento no Peixoto. No encontro de Fotologgers. Cora fotografada no Globo. Fotografeia a foto. Clica pra ver maior.

Pra entender o cabide, leia a coluna!

Que gosto muito da Cora, acho que todos sabem. É uma mulher admirável. Não saberia escrever sobre ela. Posso contar alguns detalhes que têm a ver com esse blog. Alguns meses antes dele existir, ela escreveu um e-mail onde perguntava porque eu não fazia um.
O primeiro comentário no primeiro post, foi dela. Já perguntaram se somos amigas, mas fiz o mesmo que qualquer pessoa que lê e comenta no Internetc. Sei que isso não aconteceu só comigo e isso faz diferença. Gosto, não por esse motivo. Inclusive, por isso.

Semana passada depois de ler a coluna, disse que tinha muito orgulho. É um espaço que ela conquistou com anos de dedicação ao jornalismo. Tudo para uma mulher é mais difícil e Cora tem justificado muito bem a cada semana.

Este blog é um exemplo de questões que ela tem levado à discussão.


Bom dia, Cora!


Vou ali dormir e já volto. Devo fazer um update.

Ah! Tô melhorzinha mas muito pouco. Prefiro falar sobre isso dentro dos comentários ;-)


Update - Tudo o que eu não soube escrever a Meg contou e mostrou.

 


Comments:


Rio de Janeiro, 31 de julho de 2003






Essa foto está no primeiro presente que ele deu para minha avó. Não sei como explicar. É tipo uma carteira de prata. Botei no fotolog

A vida segue e hoje tem festa de aniversário da Aninha.

Comments:

Rio de Janeiro, 27 de julho de 2003


 


Soupir Effleure - David Graux

Digito linhas que te alcançam.
Vago por tuas entranhas.
Alço vôos sem saber o destino.
Revolto.
Elevo tua imaginação.
Provoco o mar.
Enriqueço tuas salinas.
Subtraio lagoa de mim para te ofertar o que há de mais doce.
Acidento a geografia.
Deixo sem nexo tua língua portuguesa.
Transgrido qualquer matemática.
Dou-te e aumento o meu vazio.
Quanto menos há de mim,
mais te preencho.
Sou verbo.
Verso para os teus sentidos.
Sopro o frescor da novidade em teu dia
e asfixio rarefeita.
Te alimentas da minha fome.
Bebes da minha sede de vida.
Vampirizas minha energia
e te fazes segunda pessoa.
Pronome que não conheço o rosto.




Há rios que vão saindo das nossas mãos suavemente, pois antemão se purificaram em mares e mares de veias, os quais interligam os membros ao coração. E os sentimentos nos embalam, e nos vemos bobos entrelaçando nossos corpos, acariciando faces ou simplesmente movendo as letras mortas de um teclado.
Eu sou do tipo que não se permite, posto mesmo matar os alentos no nascedouro, mas há vezes em que eles (alentos encardidos de torpor ) exigem libertação. Com efeito,
resta-me , num desespero bom, alforriá-los. Geralmente, estes são momentos cândidos.
É nessa hora que sigo sorrateiro para a minha alcova, cuja a patente decoração são apenas dois globos rubros boiando – meus olhos. Então, incontinentes, duas lágrimas caem.


E-mail que recebi do amigo da Lanterna de Diógenes.
Quem conhece o intempestivo Caco, só dos comentários, pode até se surpreender.





Fui ao cinema sem sair de casa. Segui uma dica do Gravatá.
Ele indicou no blog um site engraçado, sobre obras literárias ultra-resumidas. Logo resolvi explorar outro link, sobre filmes. Escolhi Cidadão Kane para a estréia e agora divido com vocês.
Quem conhece, pode avaliar e quem nunca assistiu, aproveite a dica para melhorar o repertório de cult-movies.

Citizen Kane
Directed by Orson Welles
1941
Ultra-Condensed by Samuel Stoddard

Orson Welles
Rosebud. (dies)

Reporter
What does it mean?

Everybody Else
We don't know.

THE END


Chinese Writing - Truth, Beauty, Freedom, Love



Dennis, obrigada pelo carinho! Tua casa de roupa nova é que está muito elegante ;-)

Vou ali na vida real me tratar e já volto!

Comments:

Rio de Janeiro, 21 de julho de 2003



Pintura de rua de Oleg Kuzenko Habita minha morada,
mas não esqueça dos detalhes.
Esse é o segredo.
Acenda os candelabros que te fitam.
Percorra os aposentos como menino curioso.
Vasculhe, mas se fizer cócegas,
inverto o papel.
Minha menina vai gargalhar da tua falta de jeito.
Um pouquinho, está combinado que pode.
Espero que saibas o que são portas e janelas
e a hora certa pra cada visita.
Qualquer dúvida, sussuro no teu ouvido o caminho.
Não se perca no corredor. É a minha vez.
E agora?
Pinto a casa de vermelho e não te dou o endereço?




Agora que já leu as minhas bobagens, corre lá pra casa da Fal e leia o texto que ela
escreveu para o pai, que faria aniversário hoje. Já chorei tudo o que podia, desde que não leia mais uma vez. Coloco aqui o refrão de uma das prediletas do Nelsão.

--Fal, não esqueci do dia em que mostrei aquele arquivo e você se emocionou com a lembrança. Desde aquele data, essa passou a ser a música dele. Sempre vou lembrar do teu pai, quando ouvir.

Hoje a cantina do Bexiga é aqui.

Todo mundo cantando Volare, faz favor!
De preferência, bata na mesa. O pai da Bi gostava de festa.




update: Cláudio Luiz passou aqui e deixou o endereço do flash que mostrei para Fal.
Foi com este arquivo que eu soube que o pai dela amava esta música. Valeu!!!

Estou muito bem. Obrigada, por tantas visitas. Deixo outra letra de música para os amigos hoje.
  


Gente

CaetanoVeloso




Gente olha pro céu
Gente quer saber o um
Gente é o lugar
De se perguntar o um
Das estrelas se perguntarem se tantas são
Cada estrela se espanta à própria explosão
Gente é muito bom
Gente deve ser o bom
Tem de se cuidar
De se respeitar o bom
Está certo dizer que estrelas estão no olhar
De alguém que o amor te elegeu pra amar
Marina, Bethânia, Dolores, Renata, Leilinha, Suzana, Dedé
Gente viva brilhando, estrelas na noite
Gente quer comer
Gente quer ser feliz
Gente quer respirar ar pelo nariz
Não, meu nego, não traia nunca essa força, não
Essa força que mora em seu coração
Gente lavando roupa, amassando pão
Gente pobre, arrancando a vida com a mão
No coração da mata, gente quer prosseguir
Quer durar, quer crescer, gente quer luzir
Rodrigo, Roberto, Caetano, Moreno, Francisco, Gilberto João
Gente é brilhar, não pra morrer de fome
Gente deste planeta do céu de anil
Gente, não entendo, gente, nada nos viu
Gente, espelho de estrelas, reflexo de esplendor
Se as estrelas, são tantas, só mesmo amor
Maurício, Lucilla, Gildásio, Ivonete, Agripino, Gracinha, Zezé
Gente, espelho da vida, doce mistério



Queria fazer uma lista com todos os nomes de quem faz contato comigo.
Um beijo especial para Gigi que lembrou de fazer um post para os amigos e para o Raphael, que mandou uma mensagem na sexta-feira. Com esses dois nomes de amigos, represento todos que comentam e os que escrevem e-mails. É isso aí! Adoro gente!


Comments:   Sei Lá, Entende? Já faz 1 ano! Feliz Aniversário blog do Tomzé!

Rio de Janeiro, 17 ,18, 19 e 20 de julho de 2003



amanheci em noite de chuva
amanheci com mil sóis em meu sorriso
amanheci longe de mim
amanheci onde não me situo
amanheci com mil poesias rompendo desejos
amanheci pra passar mil e uma noites contigo
amanheci em um conto
em qualquer país encantado




Onde queres revólver sou coqueiro, onde queres dinheiro sou paixão
Onde queres descanso sou desejo, e onde sou só desejo queres não
E onde não queres nada, nada falta, e onde voas bem alta eu sou o chão
E onde pisas no chão minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão

Onde queres família sou maluco, e onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon sou Pernambuco, e onde queres eunuco, garanhão
E onde queres o sim e o não, talvez, onde vês eu não vislumbro razão
Onde queres o lobo eu sou o irmão, e onde queres cowboy eu sou chinês

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato eu sou o espírito, e onde queres ternura eu sou tesão
Onde queres o livre decassílabo, e onde buscas o anjo eu sou mulher
Onde queres prazer sou o que dói, e onde queres tortura, mansidão
Onde queres o lar, revolução, e onde queres bandido eu sou o herói

Eu queria querer-te e amar o amor, construírmos dulcíssima prisão
E encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou
E te quero e não queres como sou, não te quero e não queres como és

Ah, bruta flor do querer, ah, bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper vídeo, e onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua eu sou o sol, onde a pura natura, o inceticídeo
E onde queres mistério eu sou a luz, onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro, e onde queres coqueiro eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal, e eu querendo querer-te sem ter fim
E querendo te aprender o total do querer que há e do que não há em mim

Caetano Veloso - O quereres


Clica e voa pra lá

Comments:  

Rio de Janeiro, 14 de julho de 2003



Divagações no tempo
Salvador Dali - 1984

De todas as vezes que morri, a que doeu mais, foi há 5 minutos de um dia qualquer.
Não estranhe o tempo. Não situe. Não procure razões.
Faz 5 minutos que lembrei. 5 minutos que doeu outra vez.
Tenho 5 minutos para inventar mais um final trágico.
Não aceito morrer de morte banal.
Vou abrir um periódico da pior qualidade e escolher a pior notícia,
para anunciar que meu corpo foi : esquartejado, dilacerado, esmigalhado, atropelado, afogado, retalhado, esfaqueado, partido...
Quero dor física para esquecer a outra. Meus 5 minutos para não pensar em nada.
Sei que tenho 5 minutos futuros de um dia qualquer, para amar outra vez e morrer definitivamente.
Cansei da sobrevida de morte por amor.
Por 5 minutos toda dignidade se esvaiu de mim
.




Chorei por 20 anos e depois não tive nem 20 minutos para abrir meu guarda-roupa,
antes de sair para a vida e vestir aquele disfarce de parecer feliz.
O tempo quase se esgota e onde diabos, enfiei aquele óculos preto?
Não posso correr risco. Um olhar me trai.


Teruska, amo você!

Cesar, amei sua declaração.

Não parece, mas estou amorosa... ;-)


Comments:   "Não existe o tempo. Existe o passar do tempo" - Millôr

Rio de Janeiro, 10 e 11 de julho de 2003



PELE

 The Pillow Book - Directed by Peter Greenaway

Ela é tua.
Te escolhi para me doar viva.
Toma a minha pele.
Quero te pertencer.
Não ria.
Já tens o arrepio,
que os pelos eriçados denunciam,
em calafrios de febre in corpore sano.
Fica com ela que já se oferece em matizes.
Te dou o vermelho do rubor do depois
e da expectativa do antes.
Leva definitivamente a palidez
de cada ausência tua
e a brancura do susto
a cada certeza
de tudo o que não sei.
Te aventura por meus poros
com memórias de sal.
Descubra-me inteira.
Quero me despertencer
do pouco de meu,
que ainda não te dei.



Bom dia, Helô!
Consegui cumprimentar antes!
Obrigada, irmã de coração



Comments:
 

Rio de Janeiro, 8 de julho de 2003




Quantas imagens consegues ver? Disse 7? Tudo bem. Contou 8? Será que bebeu ou precisa de óculos? Assumo a culpa. É uma overdose de Cris

aluguel - garagem - fazer as fotos da vitrine nova(?) velha (?) nova da loja - marcar os exames - visitar os mais de 100 links e colocar novos na template - terminar o presente da Perolada ( enviar ) - cinema ( O Homem que Copiava - nota 11)- ler todas poesias da Ticcia - escrever para o Collectanea - nunca deixar de comentar como gosto do Iosif -terminar de escrever as mensagens que estão nos rascunhos - responder aos e-mails da pasta Responder - responder aos e-mails da pasta Responder Mesmo - visitar as novas visitas - cortar o cabelo - visitar o tio - procurar aquilo que esqueci o nome - escrever uma poesia (?) ( cadê inspiração?) -comprar aquele disco - dentista - terminar esse post e publicar logo porque entenderam que abandonastes o blog ( não(!) o fotolog é mais um brinquedo - fazer novas fotos para lá - votar sempre na Maira - indicar essa petição que vi na Clau - digitar menos e menos - conversar com Meg ________________________________( espaço para coisas que esqueci) etc e tal ... ???

-Chico, socorro!!!

As vitrines

Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
-Dá tua mão
-Olha pra mim
-Não faz assim
-Não vai lá não

Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir

Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar

Na galeria
Cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão


Não sumi. Só preciso de tempo e aprender a me multiplicar. Fazer isso com a imagem é fácil. Fico em exposição.


Comments:  

Rio de Janeiro, 4 e 5 de julho de 2003
( e quando puder )


Meu novo brinquedo




Não adianta. Não tenho cura. Sou micro dependente. Voei para lá
Tenho algumas fotos guardadas e quem tem uma gata que adora posar, nunca vai ficar sem
material. Adivinha quem me achou quando eu ainda testava o brinquedinho? Só podia ser ela

- Cora, quem inventou a piada do Ibest foi o Ina. Meu colega de tendinite. Por que será? :-P



Já volto. Estou cheia de novidades e sem tempo. Vou até adiantar o assunto. Na volta preencho essas linhas. A Sue e a Áurea esperam, mas podiam dar uma lida na versão do Zuenir. Eu não perdi.



Um post para o futuro
ou vale-post ( acho que isso é inédito )


Cristina, favor escrever o texto mais tarde
 
 
 
 
 
Só sei o final. Rio, morri de orgulho!



Imperdível! A Vida Renovada

Artigo de André Machado publicado no Globo sobre o acesso à informática a pessoas portadoras de deficiência. Soube antes, porque sempre leio o excelente Maré da Tchela. Comentei que gostaria de ver os depoimentos que ela dá, divulgados por mais pessoas.

Palavras da Marcela "Fico mesmo muito feliz por ver a preocupação da mídia em divulgar esse tipo de informação, pois é uma das formas de mostrar que limitações são vencidas quando existem pessoas interessadas em que isso aconteça"



- Será que dá tempo de eu chegar na cidade? Que dia!!! Na volta visito todo mundo, ok ( não vou botar interrogação)
Ah, cidade é como chamam o centro do Rio de Janeiro. Vou pelo link subterrâneo. Não pude nem passar lá no Chefe.

 

Agora botei a história do Bom Dia

Foi assim que eu e a Cora registramos graficamente a saudação. Aconteu antes de eu ter esse blog


Está aqui também. No fim da página.



Comments:  

Rio de Janeiro, 1 e 2 de julho de 2003
( e amanhã )




esteja
onde estiver, lembrar-me-ei de ti.

"Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua"

 

Pedro Abrunhosa

Hoje é um dia triste. Um dia em que tenho que dizer até breve para um amigo aqui desse
mundo dos blogs. Vou deixar sem comentários e amanhã atualizo. Até a volta, guri.
Beijinhosssssssss
ssss

Rio de Janeiro, 30 de junho de 2003


Estou voando por aí

Desculpem pela mega-exposição da minha pessoa. Tinha feito essa colagem para outra coisa e acabei não usando. Fico preocupada com a "preocupação" de vocês e fico encantada com o carinho. Não vou sumir. Só vou diminuir o número de visitas que faço por dia.
Por coincidência, estou com uma amiga hospedada esse final de semana. Resolvi aparecer para que minha ausência não seja tomada por uma gravidade do quadro. Estou com a "asa" um pouco prejudicada, mas dá para voar e para tratar. Não se iludam. Eu não vou desaparecer e nem dar um tempo. Não estou discutindo a relação. Ninguém se livra de mim assim tão fácil.



Matusca
sabe muito bem o poder da Cleo e vejam o presente que ganhei esta manhã.

Obrigada, Matusca. Adoro você.
Quem tem amigos amigos tem tudo. Não fui eu que fiz. Pedi e Ella botou a frase e os corações

--Pensou que eu não ia colocar outra versão aqui no Postal e passar mais uma cantada?

Sou uma das namoradaS oficiais do sarcófago . Acham que vou deixar o meu lugar para outras? CrisCleo só uma ou duas em uma.
-- Matu, pode escolher o tango.

Pode pedir qualquer coisa, que faço ;-)


Diamond -Lihua Zhao

Não falei? Já pediu. O Abrute Soluçante surtou e agora tenho que namorar com Matusca em novo endereço Vamos espalhar a notícia


Se o papo não faz sentido é só porque perdem tempo por aqui e não sabem que a coisa que mais gosto nesse mundo dos blogs, é esse espaço dos comentários. Lá vou eu, mas logo atualizo o blog e apareço nos blogtecos amigos.

Gica está aqui do lado aflita. Vou ali no boteco da esquina e já volto!!!!
Sim, a vida real me chama . É ruiva, sardenta e impaciente!!!



update sem mudar o post: estou com pressa e com preguiça.

Recado do Pato: mundo blog na TV. Leia aqui e lá.

BLOG&ROLL
na AllTV amanhã HOJE às 20 horas.

Só não comentei com o Ênio que depois vou fazer uma crítica. Ele que aguarde ;-)


Voltei porque tinha um motivo e tanto. Precisava digitar uma frase




Comments:  

Rio de Janeiro, 28 e 29 de junho de 2003



Tá tudo bem!



Já não tenho dedos pra contar digitar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy"se viver
Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no meu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem

Tudo Bem

Lulu Santos











Fauna in La Mancha

de Vladimir Kush


Achei que essa música é perfeita para dizer que está tudo bem, apesar de.
Melhor dar um pequena explicação para quem passa aqui e não comenta.
Ontem fui ao médico porque acho(?) que estou com tendinite (e ou, bursite).
Tenho dito isso em alguns comentários e assim explico porquê (?) tenho escrito menos e comentado menos. Surgiram perguntas e dou notícia para todos. Ele pediu exames e recomendou moderação. Vou tentar obedecer. Quando tiver o resultado, volto lá. Simples.


Ando muito cansada também. Acho que com isso acabo não sendo clara e muitas vezes não sou compreendida. Dedico esse dia para Ronaldo que me conhece há tantos anos e sabe bem
como sou e para outra amiga, que nunca me viu pessoalmente, mas que me acompanha o tempo inteiro. Só eu sei o quanto ela me ajuda. São dois exemplos de ética. É por isso que não digo o nome dela.

Vou ali dormir um pouco e já volto ;-)

...e antes que eu esqueça,

Bom dia, Cora
Bom dia amigos
Bom dia em qualquer turno!!!



Comments:  


Rio de Janeiro, 26 de junho de 2003









Ama-me
por frases esparsas,
detalhes,
confidências,
fragmentos
por flashes,
insights,
minha versão pop...
Ama-me lá por 1827,
quando combinei
nosso encontro.
Ama-me por pensamentos desconexos,
contradições no quebrar de uma vírgula,
no salto cego para o próximo parágrafo.
Ama-me por meus silêncios raros,
egoístas,
por ser prolixa.
Ama-me do outro lado da calçada,
que atravessei sem olhar para o sinal.
Sim, aconteceu ontem.
Ama-me por ser real
e por fingir que sou humilde,
assumindo imperfeições.
Ama-me quando achar que é delírio.
Ama-me até quando uso o tempo
e sou imperativa.
Ama!


Dica do Carlos Saraiva aqui nos comentários. Belíssimo ensaio do fotógrafo carioca
André Arruda em homenagem ao bairro onde nasceu : Copacabana


Comments:  


Rio de Janeiro, 24 de junho de 2003


 

 

 

 

 

Despudoramente revelo
para atiçar a tua gula
Meus seios
tem a medida do teu desejo
Peca sem culpa
Faço-me deusa profana
e te absolvo
do nada
Meu corpo é teu templo
Adora

Jia Lu - Mandala







Sugestão de leitura: A Estética do Frio
Confesso que não consegui selecionar uma parte. Acho o texto brilhante e prefiro que
Vitor Ramil fale por mim. Coloco uma parte da letra de uma das músicas. A que tem o nome da cidade em que nasci.

Satolep

"Só, caminho pelas ruas
Como quem repete um mantra
O vento encharca os olhos
O frio me traz alegria
Faço um filme da cidade
Sob a lente do meu olho verde
Nada escapa da minha visão.
Muito antes das charqueadas
Da invasão de Zeca Netto
Eu existo em Satolep
E nela serei pra sempre
O nome de cada pedra
E as luzes perdidas na neblina
Quem viver verá que estou ali"


Tenho saudade das noites frias em que atravessávamos a cidade, mergulhados numa neblina que as vezes não deixava ver onde a calçada terminava. Nasci numa segunda-feira fria e chuvosa. Lembro sempre desses dias quando o calendário diz que é inverno. Naturalmente busco essa música do Vitor e me transporto para Pelotas.



Essa brincadeira começou na Afrodite e voou com Henrique

Dobradura

Se não entrar nenhum cálculo de física, vôo nesse avião e ainda transformo
num barquinho para navegar.
Se estiver apaixonada, faço aquele joguinho de
enfiar nos dedos. Se a resposta for boa, acredito. Se não corresponder ao meu sonho, faço uma bolinha de papel e brinco com a minha gata. Vivendo e aprendendo a levar.



Comments:  

Rio de Janeiro, 22 de junho de 2003




Oleg Kuzenko -  Wall Painting in Cafe Central, Regensburg
Era uma vez

Insana quebrei todos os relógios.
Joguei pela janela a ampulheta que ganhei do meu avô.
Corri do quarto para a sala e com um puxão, desliguei o vídeo e a TV.
Atirei na lixeira a agenda.
Rasguei todos os calendários.
Lembrei até dos que colei na porta da geladeira.
Aproveitei que estava na cozinha e procurei o maldito disjuntor.
Com um só gesto, dei fim a todos sinais luminosos.
Perfeito. O tempo que ali habitava, parou.
Quando você chegar não vai perceber que criei um dia eterno para ficar contigo.
Faço valer aquele final: E foram felizes para sempre.



Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu

Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus

Oleg Kuzenko - Brückenpaar

Sem Fantasia
Chico Buarque


Comments:  

Rio de Janeiro, 18 de junho de 2003




 

Edu/Clara/Homem

ext/interior/noite

Ciúme

Edu dentro do carro parado. Está impaciente. Olha para cima através do vidro da frente do carro. Plano abre e sai do rosto de Edu. Passa pelo carro preso num engarrafamento na Avenida Presidente Vargas. Passa por um acidente de carro e segue até fechar no relógio da Central do Brasil. Edu espia de longe. Não consegue ver a hora e fica irritado. Leva um susto quando um vendedor de balas bate no vidro do carro. Edu não abre. Surge outro menino no vidro da frente oferecendo qualquer coisa. Uma buzina desperta Edu e o trânsito anda. O carro segue. Pela janelas cenas passam rapidamente num ritmo como se vistas da janela de um trem: um grupo de meninos de rua, o acidente com o carro, detalhes do socorro, carros, ônibus, motos...Tudo acompanhado pelo som de um trem. A imagem de um trem real em movimento é intercalada com esses flashs do trânsito. O carro de Edu pára e o trem também. Plano fechado nas rodas e no trilho. Na frente da Estação ele olha pelo vidro e vê o relógio mais perto. Um flanelinha chega e atrapalha a descida com uma conversa. Gesto de descontentamento sugerindo algum acordo. Edu consegue se livrar e tenta atravessar a rua. O movimento intenso não permite e é obrigado a caminhar algumas quadras até o sinal, que demora a abrir. Uma senhora pergunta as horas. Olha outra vez para o relógio da Central, que está cada vez mais longe. Abre o sinal. Atravessa e caminha apressado na multidão. Câmera subjetiva mostra o relógio que vai enchendo a tela. Fade.
Pessoas caminham na plataforma no sentido contrário. Edu esbarra em homem que vende bilhetes da loteria. De repente a multidão some. Edu vê Clara de longe. Sorri aliviado. Antes de caminhar obseva que um homem chega e abraça Clara. Surpreso e atordoado procura se esconder. Caminha até o vagão parado e vazio que está do lado. Anda por dentro dele e através das janelas a imagem do casal, cada vez fica mais próxima. Pára. Clara e o homem estão de costas. Quando vai dizer o nome dela o trem parte e sufoca a sua voz. Edu segue clandestino em um vagão vazio. Senta e pela janela vê o casal na plataforma. A imagem vai desaparecendo e aos poucos vai surgindo o relógio da Central do Brasil cada vez mais distante. Edu olha a aliança. Fade in


Comments:  

Rio de Janeiro, 16 de junho de 2003


arranca
pode tirar
não deixa nada
nem dó
piedade
exorciza
bate tambor
leva para o rio
pega minha cabeça
puxa o cabelo
mergulha
seja o que batiza
muda meu nome
faz qualquer coisa
só não me abandona
numa encruzilhada
quando o demônio
chegar
não vai ter pacto
os demônios que moram em mim
vão gargalhar
da tua inocência
dilacera
com o silêncio
dá certo
já falei
só isso me
mata
porque as palavras
são a minha confissão
se emudeço
tens a honra de ser o vencedor
quase morta
arrumo forças
para dizer
--tenho pena de ti
mais um vez
estou salva

Cecilia Fernández - Tacto


YES!! NÓS TEMOS BANANA!!
YES!! NÓS TEMOS HELÔ!!

Comments:  

Rio de Janeiro, 14 de junho de 2003


Antonio Mancini - Labirinto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Barbante


Vem que te enlaço com palavras
Quantas voltas vou ter que dar?
Será que ato
e dou laço forte?
Nesse diálogo,
desato ou crio nó?
Será que uso o plural estabeleço o elo - nós?
Se falo
serei a que conduz a uma bomba?
Espoleta
que não sabe o poder
Serei um festejo junino
ou presságio de uma destruição?
Queria ser cordel
para pendurar minhas linhas
e rimas
Parecer simples
sem ser
Dou outra volta
descomplico e sou
Será que te desoriento
como a pandorga
que se perdeu do barbante?
Será que cortei tua mão?
Não sabia
Não era a minha intenção
Não domino a emoção
Ainda bem
Agora quem está com um nó nas idéias
sou eu
Falei
Não depende mais de mim
Escolha
Leia com o coração
Leia com a razão
Diga depois por onde te conduzi
Se emudeces
tenho outro nó
Não sei se te perdi
ou a emoção
calou



Comments:  

Rio de Janeiro, 11 de junho de 2003


 

 

 


Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 2003

 

 

 

 

  Site Meter  

 

 

 

 

 

















 

 

 

 

 




 ;